O USO DO CRAVO-DA-ÍNDIA NO COMBATE A DENGUE: UM TROTE SOLIDÁRIO COM ÊNFASE EM PROBLEMAS DE SAÚDE PÚBLICA
ISBN 978-85-85905-21-7
Área
Produtos Naturais
Autores
Teixeira, L.L.A. (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ) ; Nascimento, B.S. (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ) ; Carvalho, C.D. (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ) ; Terra, I.A. (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ)
Resumo
A pesquisa tem como propósito incentivar ás pessoas a utilizarem métodos naturais para prevenção de doenças, bem como apresentar extensão universitária aos calouros de química. Para tanto, foram produzidos repelentes naturais com a utilização de folhas do cravo da índia, elaboração de folders explicativos e a distribuição do repelente dentro e em volta da universidade. Os resultados alcançados foram bastante significativos, tendo em vista que os calouros e a população puderam compreender a importância dos produtos naturais na prevenção e cura de doenças. Conclui-se, que desenvolver o tipo de atividade contribui tanto na formação acadêmica como na vida da população.
Palavras chaves
Produtos naturais; Prevenção de Doenças; Extensão universitária
Introdução
A dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo e, segundo a Organização Mundial da Saúde , pois a doença tem um caráter infeccioso agudo, cuja transmissão se dar através do contagio indireto por inoculação viral por meio do mosquito “Aedes aegypti”. A intensificação desta moléstia se dar pela, “Urbanização descontrolada, a falta de rede de esgoto e outros aspectos sociais que estão intimamente ligados à proliferação da dengue” (CHADE; KATTAH, 2007). A dengue atinge todas as regiões Brasileiras, na região norte o Estado do Pará registrou 6.052 casos e na capital Belém foram confirmados 538 infectados, no ano de 2016 (Dados - da Secretaria de Estado de Saúde Pública - SESPA). Por conseqüência, é imprescindível utilizar de estratégias inovadoras, inteligentes e de fácil aplicação no combate ao Aedes aegypt tendo em vista que a prevenção é a melhor forma de superar a doença, já que até o momento não existe vacina nem tratamento específico. Assim, o uso de óleos essências se apresenta como uma ótima alternativa preventiva e entre vários, podemos citar extraído do cravo da índia “Syzygium aromaticum”, que contém em seus princípios ativos o eugenol, substância que se mostra eficiente no combate as larvas e ao próprio mosquito transmissor. Nessa perspectiva a finalidade deste trabalho é divulgar conhecimento das propriedades desta planta como repelente natural do mosquito transmissor da dengue e oportunizar às pessoas a utilização de métodos naturais, de baixo custo para prevenção e tratamento de doenças e o incentivar os calouros de química desenvolver atividades de extensão universitária. A pesquisa justiça-se por conta do grande surto de dengue registrados no primeiro trimestre de 2017 na cidade de Belém do Pará.
Material e métodos
O trabalho foi desenvolvido com os calouros do curso de Ciências Naturais/Química durante a semana do calouro junto aos coordenadores do centro acadêmico de Ciências Naturais, da Universidade do Estado do Pará UEPA, e com comunida interna e externa da Universidade. No momento inicial houve uma apresentação de informações básicas a respeito da dengue, do mosquito Aedes aegypti e do cravo da índia aos calouros, após isso foram entregues texto que relatavam sobre o uso de repelentes naturais para evitar a dengue, em seguida foi iniciada uma discussão sobre o histórico da dengue no Brasil, o vetor Aedes aegypti e os benefícios da utilização de produtos naturais na prevenção e tratamento de doenças e também daí foram dadas sugestões para confecção do folder explicativo. O segundo momento foi a produção do repelente que ocorreu no laboratório de química da Universidade do Estado do Pará, para isso foi utilizado 1 litro de álcool de cereais, 1 pacote de cravo da índia que contém 10 gramas, 100 ml de óleo de amêndoas, béquer e frascos. O modo de preparo: foi dissolvido em um béquer o cravo da índia no álcool, logo depois a solução ficou descansando, após esse período a solução foi filtrada e os cravos retirados e por fim foi acrescentado o óleo corporal, foram utilizadas medidas maiores para preenchimento de 150 frascos de 30 ml. A terceira e última etapa foi a distribuição das amostras dos repelentes junto aos folders explicativos dentro e em volta da universidade, aonde os calouros e os coordenadores do centro acadêmico explicavam como devia ser preparado o repelente em casa, e também uma grande campanha de conscientização a respeito das causas de dengue na cidade
Resultado e discussão
A partir da discussão, conseguimos observar que os calouros conheciam sobre
a dengue, muitos alegaram que viram e ouviram muitas campanhas contra a
doença ao longo de suas vidas, porém não sabiam do caráter histórico desta
no Brasil, ademais quando foi aberta a discussão sobre Aedes aegypti, quase
98% tinha conhecimento que o mosquito era vetor do vírus, entretanto
desconheciam da origem de seu nome, e de quantas pessoas o mosquito é capaz
de infectar e por que só a fêmea pica na maioria das vezes. Em relação ao
cravo da índia e os repelentes naturais, muitos desconheciam tal planta e
seus princípios ativos e muito menos que poderia ser empregado no combate a
dengue, todavia possuíam o conhecimento sobre o poder de prevenção e
tratamento de produtos de origem natural, pois vários já haviam tomado
remédios caseiros refutando a importância destes materiais, dessa forma os
mesmos foram incentivados a “Promover e reconhecer as práticas populares de
uso de plantas medicinais e remédios caseiros”(BRASIL, 2006). Os resultados
obtidos com a comunidade interna e externa foram também bastante
satisfatórios, uma vez que na hora da entrega muitos moradores tiraram
duvidas a respeito do repelente e também sobre a prevenção da dengue,
ademais foram bastante receptivos já que aceitavam os folders e os frascos
com muito entusiasmo.
Distribuição do repelente natural em volta da universidade
Distribuição do repelente natural em volta da universidade
Conclusões
Logo, os calouros do curso de ciências naturais puderam entrar em contato com conhecimento cientifico acadêmico e sua ação na sociedade, na primeira semana que estiveram na Universidade, e também tomaram conhecimento e realizaram um projeto de extensão universitária. Além disso, a população teve a oportunidade de conhecer mais sobre a dengue a importância de produtos naturais na prevenção da doença.
Agradecimentos
Agradeço a todos os companheiros do Centro Acadêmico de Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará, e a Coordenação do Curso de Ciências Naturais.
Referências
BRASIL, Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância Epidemiológica. 6 ed. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
CHADE J.: KATTAH E. Surto de dengue no Brasil preocupa muito, diz OMS, ABIN, set. 2007. Disponível em:< http://www.abin.gov.br/modules/articles/article.php?id=937>. Acesso em: 10 Mar. 2017
SESPA. Secretaria de Estado de Saúde Pública. 2016. Disponível em: < http://www.saude.pa.gov.br/?page_id=2783 >. Acesso em: 17 Mar.2017