ÁREA: Iniciação Científica
TÍTULO: Avaliação Estimulante Oviposicional do Mosquito Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus, 1762) frente a Produtos Naturais.
AUTORES: Santos, A.L. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL) ; Santos, A.P. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL) ; Andrade, M.C.C. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL) ; Bastos, A.M. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL)
RESUMO: De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existe uma estimativa de que
50 milhões de infecções provenientes do mosquito Aedes (Stegomyia) aegypti
(Linnaeus, 1762) ocorram nas regiões tropicais e subtropicais a cada ano, sendo
uma doença endêmica e de grande disseminação, causa grandes preocupações com seu
alto índice de epidemia nos territórios brasileiros. Desta maneira, o grupo de
Síntese e Isolamento de Feromônios (LaSIF - UFAL) com o objetivo de encontrar
ações que possam vim contribuir para o controle e vigilância do mosquito Ae.
aegypti tem realizado avaliações do comportamento de oviposição da fêmea deste
mosquito frente à diferentes substâncias orgânicas isoladas e identificadas a
partir de amostras aquosas consideradas potencialmente estimulantes para
oviposição.
PALAVRAS CHAVES: Aedes aegypti; Dengue; Estimulantes de oviposiçã
INTRODUÇÃO: O mosquito Ae. aegypti é o principal vetor do vírus da febre amarela urbana e da
dengue no Brasil e no mundo (Cheng et al., 1982; OPAS, 1992; Edman et al.,
1998). Atualmente o mosquito transmissor é encontrado nas Américas em uma larga
faixa do continente, que se estende desde o Uruguai até o sul dos Estados
Unidos, com registros de surtos importantes em vários países como Venezuela,
Cuba, Paraguai e Brasil (Ministério da Saúde, 2007). A proliferação do Ae.
aegypti no Brasil relaciona-se pelas condições sócio-ambientais no qual
possibilitaram a dispersão do vetor, como também o avanço da doença, os métodos
de controle utilizados tradicionalmente pelo governo com o uso de substâncias
químicas no combate às doenças transmitidas por vetores mostra-se ineficaz ao
conter um vetor com altíssima capacidade de adaptação ao ambiente criado pela
urbanização acelerada e pelos novos hábitos da população, uma vez que a
utilização de substâncias químicas são feitas de forma inadequada causando
resistência genética no mosquito. O propósito da pesquisa é baseado no controle
e combate do mosquito de forma eficiente, através do uso de feromônios ou
substâncias naturais encontradas em infusões de plantas, como uma alternativa
eficaz e sustentável uma vez que as mesmas estimulam a atividade de oviposição
do mosquito Ae. aegypti. Para o desenvolvimento deste trabalho, foram realizados
bioensaios com infusão de Allium fistulosum (cebolinha verde) versus stância ao
aldeído nonanal para o estudo de atratividade visando teste de atividade
estimulante oviposicional da fêmea do mosquito Ae. aegypti com relação à estas
substâncias.
MATERIAL E MÉTODOS: Para formação das gaiolas de bioensaios comportamentais de oviposição de
mosquito Ae. aegypti, o Laboratório de Síntese e Isolamento de Feromônios
(LaSIF) foi mantido em condições ideais para adaptação dos mosquitos em
laboratório num fotoperíodo de 12L: 12E horas, com temperatura de 30ºC e umidade
relativa do ar mantida entre 55 à 66%. A obtenção de ovos dos mosquitos Ae.
aegypti foi realizada no campus da UFAL no município de Maceió pelo LaSIF
através da instalação de várias armadilhas para a captura de ovos do mosquito
Ae. aegypti. Em um recipiente plástico retangular (40 x 26 x 8,5 cm) contendo
aproximadamente 2L de água destilada são imersos papéis filtros contendo ovos de
Ae. aegypti. Onde o repasto sanguíneo é realizado após seis dias, na fase adulta
das fêmeas, utilizando pombos da espécie Columba livia. Após quatro dias do
repasto sanguíneo são realizados bioensaios de oviposição. A realização da
contagem de ovos é feita através da utilização de um microscópio e com o auxílio
de um contador digital, onde são realizadas análises da oviposição nas soluções
teste e controle. Após a contagem dos ovos depositados respectivamente na
solução teste e solução controle é feita a totalização de ovos para realização
da análise quantitativa, sendo possível caracterizar atividade estimulante,é
também realizada a analise estatística para a verificação de possíveis
resultados estatisticamente significantes.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Realizou-se bioensaios com a infusão de Allium Fistulosum com concentração
referente à 0,1 ppm, no qual demonstra-se quantitativamente com potencial
estimulante de oviposição, como mostra a (tabela 1):Embora a infusão de Allium
Fistulosum não possua seletividade , o que possivelmente se deve ao forte
cheiro da infusão, possuí caráter potencialmente estimulante de oviposição uma
vez comparada com outras substâncias.Realizou-se bioensaios com a substância
Nonanal com concentração referente à 0,1 ppm, para teste de potencial
estimulante de oviposição frente a atividade estimulante da infusão de Allium
Fistulosum.Não ocorre seletividade entre o Nonanal e o Etanol, caracterizando-se
desta forma como não atrativa e tão pouco estimulante para oviposição da fêmea
do mosquito Ae. aegypti, quando comparada à infusão de cebolinha.Através da
analise da atividade estimulante dos bioensaios realizados com a infusão de
Allium Fistulosum e Nonanal não foi obtido resultados seletivos com relação ao
teste de atratividade oviposicional do mosquito Ae. aegypti, de acordo com a
(tabela 3):Embora não seletivos, é possível observar através da analise
quantitativa a atividade estimulante de oviposição da infusão de cebolinha
versus Nonanal. Uma vez que se obtém uma quantidade de ovos aproximadamente duas
vezes maior em relação ao Nonanal.
Tabelas dos Bioensaios Comportamentais
Tabela 1 e 2 referente aos bioensaios
comportamentais com infusão de Allium Fistulosum
(Cebolinha) e Nonanal.
Tabela da analise quantitativa estimulante
Tabela 3: Análise quantitativa do comportamento de
oviposição das fêmeas do Mosquito A. aegypti da
infusão Allium Fistulosum frente ao Nonanal.
CONCLUSÕES: Foram realizados bioensaios comportamentais no intuito da avaliação potencial e
comprovação de novos estimulantes ativos oviposicionais para a fêmea do mosquito
Ae. aegypti frente a produtos naturais. Dentro da nossa metodologia de obtenção de
semioquímicos estimulantes de oviposição, foram isoladas e identificadas
substâncias orgânicas que estão sendo testadas.
AGRADECIMENTOS:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico – Adulto e Criança. Brasília: Ministério da Saúde, 2007.
OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Dengue haemorrhagic fever: Diagnosis, treatment, prevention and coltrol. 2.ed. Geneva: World Health Organization, 1997, 84p.
ORGANIZAÇĂO PANAMERICANA DE LA SALUD. El dengue y la fiebre hemorrágica de dengue en las Américas: una vision general del problema. Bol. Epidemiol. 1992; 13:115-128.